É muito comum as pessoas terem dúvida se compensa investir primeiro para ter mais dinheiro para pagar dívidas ou se é melhor se livrar delas o quanto antes.
A resposta é: compare antes as taxas de juros.
Enquanto uma aplicação financeira pode render em média até 1% (um por cento) ao mês o que daria 12% ao ano – podendo variar, mas, sem grandes diferenças para mais – os juros cobrados em financiamentos e empréstimos bancários tem taxas muito altas, cujo percentual você pode descobrir verificando no seu contrato. Além disto, para pessoas físicas a utilização do cheque especial pode gerar juros de até 150% ao ano e os juros do rotativo do cartão de crédito até 100% do valor da dívida (conforme nova lei de janeiro/2024).
Portanto, quanto você mais atrasa o pagamento de uma dívida, mais juros terá a pagar, ao passo que, se investir o dinheiro seus rendimentos quase nunca serão suficientes para cobrir esses juros. Porém, podem ocorrer exceções.
Antes de tomar uma decisão saiba avaliar o seu caso em particular para não correr riscos desnecessários nem deixar alguma oportunidade de quitação passar.
Em casos de pagar antecipadamente uma dívida, busque saber se haverá alguma vantagem comparando o desconto oferecido pelo credor com os rendimentos que podem ser obtidos no investimento escolhido para ver se compensa aplicar o valor e esperar mais um pouco para quitar o débito.
Se vier a contrair dívida depois de já ter o dinheiro aplicado, analise se vale a pensa resgatar antes o dinheiro, considerando as taxas e impostos que serão descontados.
Educação financeira não é apenas sobre pagar boletos, economizar e investir, e sim sobre mudança de comportamentos e ter conhecimento para fazer melhores escolhas e viver com tranquilidade.
JULIANA LETRA. Advogada e Educadora Financeira.
